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Ceará registra primeiro foco de gripe aviária em criação doméstica

Aves foram sacrificadas e área foi isolada conforme protocolo sanitário nacional

20/07/2025 às 19h31
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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Ceará registra primeiro foco de gripe aviária em criação doméstica

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) confirmou o primeiro foco de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas no estado. O caso foi registrado em Quixeramobim, no sertão central, em uma criação de subsistência destinada ao consumo próprio.

 

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), de Campinas (SP), a partir de amostras coletadas no último dia 8 de julho. As aves infectadas foram abatidas na manhã desta sexta-feira (18), e a propriedade foi isolada para cumprir o protocolo do Plano Nacional de Contingência da Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

 

Além da eliminação do foco, a Adagri realiza um monitoramento em um raio de 10 quilômetros para investigar possíveis ligações com outras criações na região.

 

A agência esclarece que não há riscos relacionados ao consumo de carne de frango ou ovos, desde que os produtos estejam devidamente armazenados e preparados, já que a doença não é transmitida por ingestão.

 

Histórico da doença no Brasil

 

Desde 2023, o Brasil já registrou 181 focos de gripe aviária: 172 em aves silvestres, 8 em criações de subsistência e 1 em granja comercial — este último registrado em Montenegro (RS), em maio de 2024. Após medidas sanitárias e 28 dias sem novos casos, o país foi considerado novamente livre da doença em ambientes comerciais no dia 18 de junho deste ano.

 

Em junho, focos da doença também foram detectados em Goiás, Mato Grosso do Sul e no Zoológico de Brasília.

 

Riscos controlados e vigilância reforçada

 

O governo reitera que todas as ocorrências estão sendo monitoradas e controladas conforme protocolos internacionais. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou recentemente que a atuação rápida dos órgãos de defesa tem sido fundamental para proteger a saúde pública e manter a confiança internacional no setor avícola brasileiro.

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