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Brasil inaugura maior biofábrica do mundo de mosquitos com Wolbachia para combater dengue, zika e chikungunya

As liberações estão previstas para o segundo semestre de 2025.

20/07/2025 às 19h23
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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Brasil inaugura maior biofábrica do mundo de mosquitos com Wolbachia para combater dengue, zika e chikungunya

Com o objetivo de intensificar o combate às arboviroses no país, o Brasil deu um passo histórico ao inaugurar neste sábado (19) a maior biofábrica do mundo especializada na produção do chamado "mosquito do bem" — o Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. A unidade, localizada no Paraná, é resultado de uma parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o World Mosquito Program (WMP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

 

A biofábrica, batizada de Wolbito do Brasil, tem capacidade para produzir até 100 milhões de ovos por semana e emprega 70 profissionais. Inicialmente, sua produção atenderá exclusivamente o Ministério da Saúde, que definirá os municípios a receberem o método com base em dados epidemiológicos.

 

O método Wolbachia tem se mostrado promissor desde os primeiros testes em 2014 no Rio de Janeiro e em Niterói, e já foi expandido para diversas cidades brasileiras. A tecnologia consiste em liberar no ambiente mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, uma bactéria inofensiva aos humanos, mas que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, chikungunya e zika dentro do inseto. Os mosquitos se reproduzem e passam a bactéria para as futuras gerações, reduzindo a capacidade da população local de transmitir doenças.

 

Segundo a Fiocruz, além do impacto positivo na saúde pública, a economia estimada com o uso do método pode chegar a mais de R$ 500 por real investido, considerando a redução de internações e gastos com tratamentos.

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia de inauguração e destacou a importância estratégica da iniciativa. “Essa fábrica coloca o Brasil na liderança global de uma tecnologia segura, eficiente e que salva vidas”, afirmou.

 

Ao contrário de outras estratégias, o método Wolbachia não envolve transgenia e é complementar às ações tradicionais de controle do Aedes aegypti, como a eliminação de criadouros. Os próximos municípios a receberem os mosquitos incluem Blumenau, Balneário Camboriú, Valparaíso de Goiás, Luziânia e novas áreas de Joinville e Brasília. As liberações estão previstas para o segundo semestre de 2025.

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