
A Comissão Europeia anunciou que apresentará nesta quarta-feira (3) a proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul para aprovação. A medida coloca países como Alemanha e Espanha, defensores da abertura de novos mercados, em rota de colisão com a França, que lidera a oposição ao tratado.
As negociações foram concluídas em dezembro de 2024, após 25 anos de tratativas. Agora, o acordo precisa passar pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, onde será necessário o apoio de pelo menos 15 dos 27 países membros, representando 65% da população do bloco.
Os defensores destacam que o pacto pode ajudar a reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e a dependência em relação à China, especialmente no fornecimento de minerais essenciais. Já os críticos, liderados pela França e apoiados por agricultores e ambientalistas, afirmam que o acordo ameaça a segurança alimentar, desrespeita normas ambientais e pode aumentar a entrada de commodities sul-americanas, como a carne bovina, a preços mais baixos.
A votação deve ser acirrada, já que setores políticos como os Verdes e a extrema direita também se opõem à proposta. Se aprovado, o acordo será o maior já firmado pela UE em termos de redução tarifária, ampliando o comércio entre a Europa e os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
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