
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central aponta a décima queda consecutiva na previsão da inflação para 2025. A nova estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 5,07% — levemente abaixo dos 5,09% da semana anterior, mas ainda acima do teto da meta oficial, que é de 4,5%.
O índice segue pressionado apesar da desaceleração registrada em junho, quando a inflação recuou para 0,24%, puxada pela queda no preço dos alimentos após nove meses de alta. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 5,35%, mantendo-se além do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Caso o índice ultrapasse esse teto por seis meses consecutivos, como ocorre atualmente, o presidente do Banco Central precisa justificar formalmente o descumprimento, apontando causas, medidas corretivas e o prazo previsto para retorno à meta.
Além da inflação, o boletim atual manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,23% para este ano. Para os anos seguintes, as expectativas são mais modestas: 1,88% em 2026 e cerca de 2% em 2027 e 2028.
A taxa básica de juros (Selic), principal ferramenta de controle da inflação, foi mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), após sete aumentos seguidos. Analistas preveem estabilidade até o fim de 2025, com redução gradativa nos anos seguintes.
O dólar, por sua vez, deve encerrar 2025 cotado a R$ 5,60, segundo projeções do mercado.
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