
O sistema de pagamento instantâneo Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, tem ultrapassado fronteiras e se consolidado como uma alternativa prática e segura para turistas brasileiros no exterior. Em países como Paraguai, Argentina, França, Portugal e até os Estados Unidos, brasileiros já conseguem pagar compras e serviços com Pix, graças à atuação de fintechs que viabilizam a conversão automática do valor em tempo real.
Nas férias de julho, a dentista Tuanny Monteiro Noronha utilizou exclusivamente o Pix em suas compras no Paraguai e na Argentina. Em Ciudad del Este, mais de 90% das lojas já aceitavam o método, segundo ela. A jornalista Verônica Soares, em Paris, também recorreu ao Pix para converter reais em euros por meio de plataformas digitais com conta multimoeda, facilitando os gastos sem necessidade de casas de câmbio.
O avanço é possível graças a parcerias entre fintechs brasileiras e adquirentes internacionais, que adaptaram maquininhas de cartão para gerar QR Codes compatíveis com o Pix. A conversão é feita automaticamente, com IOF e câmbio incluídos no valor final, o que dá mais previsibilidade ao consumidor, diferentemente do cartão de crédito.
Segundo o CEO da PagBrasil, Alex Hoffmann, a tecnologia já está presente também em destinos como Chile, Espanha, Panamá e nos EUA, onde grandes redes comerciais começam a aderir ao sistema para atender os quase 2 milhões de turistas brasileiros que visitam o país por ano.
Embora o Pix ainda não funcione como transferência internacional oficial, o Banco Central estuda formas de integrá-lo a plataformas globais, como o Nexus, do Banco de Compensações Internacionais. A expectativa é que, com o crescimento da demanda, o sistema se torne ainda mais acessível fora do país, consolidando-se como o método de pagamento mais versátil do mundo.
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