
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta quarta-feira (23) que já são 284 os cavalos mortos após o consumo de uma ração contaminada com alcaloides pirrolizidínicos — substâncias altamente tóxicas que causam sérios danos ao fígado e ao sistema neurológico dos animais. A contaminação, inédita no Brasil, atingiu propriedades em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas.
A empresa responsável, Nutratta Nutrição Animal Ltda, teve a autorização judicial para retomar a produção suspensa, e volta a ser impedida de fabricar ração para qualquer tipo de animal. Segundo o Ministério, a empresa ainda não comprovou a correção das falhas encontradas na fiscalização, como o controle de matéria-prima contaminada por plantas do gênero crotalária.
A Nutratta afirmou, em nota oficial, que está colaborando com as autoridades e reforçando seus protocolos internos, e se solidarizou com os criadores afetados. As investigações seguem com análise de novos lotes e matérias-primas, enquanto o setor equestre lida com uma tragédia sem precedentes no país.
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