
A Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem identificado como Aelson Alceu de Souza, conhecido pelo apelido de “Latrô”, de 32 anos, apontado pelas investigações como líder de organização criminosa e mandante de um homicídio ocorrido no município de Nova Viçosa.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial de Nova Viçosa, com apoio operacional da Polícia Penal da Bahia. O mandado foi expedido pela Vara Criminal da comarca local e cumprido dentro do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, onde o investigado já se encontrava custodiado.
Segundo as investigações, Aelson seria o responsável por ordenar a execução de Fábio da Silva Santos, de 25 anos, morto a tiros no dia 9 de abril de 2026, no bairro Primavera, em Nova Viçosa. Conforme a apuração policial, quatro homens armados invadiram o imóvel onde a vítima estava com a esposa e efetuaram diversos disparos. Fábio ainda tentou fugir, mas foi alcançado e morreu no local.
A Polícia Civil informou que um dos envolvidos no crime foi preso em flagrante pouco tempo após o homicídio, durante uma operação conjunta entre investigadores e equipes da 89ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Em depoimento, o suspeito teria confessado participação direta no assassinato.
As apurações indicam que a motivação do crime estaria ligada ao tráfico de drogas. De acordo com os investigadores, a vítima possuía dívidas relacionadas ao comércio ilegal de entorpecentes e vinha sendo pressionada a retomar atividades criminosas.
Ainda conforme a polícia, “Latrô” teria realizado cobranças diretamente à vítima por meio de chamadas de vídeo e recebido transferências via PIX dias antes do homicídio. Os elementos reunidos durante a investigação apontam que a recusa da vítima em voltar ao tráfico teria motivado a execução.
A Polícia Civil também afirma que o suspeito exercia influência sobre atividades criminosas mesmo estando preso, sendo apontado como responsável por coordenar ações relacionadas ao tráfico de drogas, cobranças mediante ameaça e ordens para execuções.
Outras medidas judiciais já foram adotadas contra o investigado, que segue à disposição da Justiça.
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