
Com a chegada do Setembro Amarelo, mês voltado à prevenção ao suicídio e à valorização da vida, novos dados reforçam a urgência do debate sobre saúde mental no Brasil. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 revelou que, entre 2023 e 2024, a Bahia apresentou uma queda de 1,2% nos registros de suicídio, passando de 826 para 816 casos.
O recuo coloca o estado entre os oito que conseguiram reduzir seus índices, ficando fora do grupo de 14 unidades federativas que registraram aumento. Ainda assim, a Bahia se mantém como o estado com maior número absoluto de ocorrências no Nordeste, à frente do Ceará (767) e de Pernambuco (578).
Em nível nacional, a Bahia ocupa a sétima posição, atrás de São Paulo (2.921), Minas Gerais (1.989), Rio Grande do Sul (1.516), Santa Catarina (1.048), Paraná (912) e Rio de Janeiro (858). O Brasil, de forma geral, registrou estabilidade: foram 16.464 vítimas em 2024, apenas uma a mais que no ano anterior.
Enquanto Acre e Amapá apresentaram reduções percentuais mais expressivas, os números absolutos desses estados continuam muito inferiores aos da Bahia. Em contrapartida, Mato Grosso do Sul chamou a atenção pelo crescimento de 72,5% nos casos, seguido pelo Piauí (15,7%) e Rio Grande do Norte (15%).
Os dados mostram que, mesmo com uma discreta melhora, a Bahia segue enfrentando um grande desafio na promoção da saúde mental e na ampliação das políticas de prevenção.
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