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Trump aplica tarifaço de 50% e setor produtivo brasileiro reage pedindo diplomacia

Indústrias, comércio e agricultura cobram menos ideologia e mais diálogo após decisão unilateral dos EUA que ameaça exportações brasileiras

13/07/2025 às 21h29 Atualizada em 13/07/2025 às 21h45
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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Wilson Dias/Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil

 

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros provocou forte reação entre as principais entidades empresariais do país, que defenderam, em uníssono, a necessidade de mais diplomacia e menos confronto.

 

Para o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a medida foi resultado de um embate pessoal entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, sem justificativas concretas. A entidade destacou que, ao contrário do argumento americano de déficit comercial, os EUA acumularam superávit de mais de US$ 250 bilhões na última década considerando bens e serviços.

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou o uso de “razões não econômicas” e reafirmou que a soberania nacional é inegociável, mas que o momento exige negociação baseada em dados reais. A Firjan, entidade do Rio de Janeiro, seguiu no mesmo tom, lembrando o histórico de parceria e defendendo maior atuação diplomática para evitar prejuízos.

 

A AmCham Brasil, que representa a câmara americana de comércio no país, alertou para riscos graves ao emprego, investimento e cadeias produtivas, pedindo retomada imediata do diálogo. Já a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou o governo brasileiro por não ter se antecipado para negociar, destacando que o confronto pode causar perdas incalculáveis.

 

Entidades setoriais como Abit (têxtil), ABIC (café) e Centrorochas (rochas naturais) demonstraram preocupação com a competitividade brasileira, destacando o risco de perda de mercado para países como Itália, Turquia, Índia e China, que mantêm tarifas mais baixas.

 

Do lado do governo, o presidente Lula anunciou que o Brasil responderá ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica. Ainda assim, especialistas e representantes do setor produtivo alertam que retaliações podem ter efeito negativo e reforçam que a saída mais eficaz está no caminho da diplomacia.

 

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