
O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu estender por mais 90 dias a presença da Força Nacional no Extremo Sul da Bahia. A medida, válida desde 23 de julho, visa intensificar o policiamento em uma região marcada por conflitos envolvendo ocupações irregulares de terras e disputas entre comunidades indígenas e produtores rurais.
Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), cerca de 80 propriedades rurais estão ocupadas na região, gerando um ambiente de alta tensão. A operação é coordenada pela Polícia Federal, em parceria com os órgãos de segurança pública da Bahia, com foco especial nas Terras Indígenas Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe.
Desde sua chegada em abril, a Força Nacional tem enfrentado desafios complexos, incluindo ameaças a líderes indígenas e confrontos com produtores rurais. A prorrogação da atuação ocorre em um momento delicado, com a proximidade da votação do Marco Temporal, que pode impactar diretamente a demarcação de terras indígenas.
Nos últimos três anos, o Extremo Sul da Bahia registrou seis mortes de indígenas em disputas por terra, além de ataques a pessoas envolvidas nesses conflitos. A ampliação da atuação da Força Nacional é vista como fundamental para conter a escalada da violência e garantir a segurança da população local.
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